Amor, amor de contradições...
Será sina deste mesmo amor,
Amar por reconhecer-se no amado,
E, reconhecendo-se, deixar de amar?
Amor, amor... amor de dúvidas !
Duvidar das incertezas do amor,
Amar, indubitavelmente, o amado,
E depois sofrer a dúvida do amor...
Amor... de lágrimas !
Esvair-se no pranto salgado
Fluído do âmago da alma,
Pelo amor de sorrisos infinitos.
Amor de encontros...
Que transforma um olhar num laço,
Dois corações em um,
E os permite alçar voo.
Minha bela, esse vil, terno sentimento,
Que lhe peço e que lhe dou,
Existe somente para si mesmo,
Existe para nós.
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