quinta-feira, 29 de setembro de 2011

À noite densa, pétrea, absoluta,
Entrego meus devaneios inconstantes, insones,
Como eu, eterna transição à deriva
No oceano do intervalo de minha morte.

Despido de todo ideal, toda convicção,
Toda dúvida, mágoa ou ansiedade da existência,
Estou só, à beira de mim, e encaro esse abismo
Como um dia encarei o céu da noite,
Sem procurar respostas, mas estrelas.

Findei enfim a minha busca incógnita;
Encontrei a mim procurando por qualquer coisa,
E nenhum fardo me podia ser maior...

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