À noite densa, pétrea, absoluta,
Entrego meus devaneios inconstantes, insones,
Como eu, eterna transição à deriva
No oceano do intervalo de minha morte.
Despido de todo ideal, toda convicção,
Toda dúvida, mágoa ou ansiedade da existência,
Estou só, à beira de mim, e encaro esse abismo
Como um dia encarei o céu da noite,
Sem procurar respostas, mas estrelas.
Findei enfim a minha busca incógnita;
Encontrei a mim procurando por qualquer coisa,
E nenhum fardo me podia ser maior...
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Uma vida sem decepção,
É uma vida sem expectativas.
Chego, com fastio, à tal conclusão
Remoendo as felicidades que não mo foram concedidas.
Essa insípida existência dos incertos
Não valem uma só rosa de uma roseira;
E os estéreis sonhos do meu coração aberto
Não merecem a espera de uma vida inteira.
Tenho agora medo do que me tornei,
Ante às sucessivas desilusões
Que insistiram em desunir nossos corações
Subvertendo tudo aquilo que sonhei.
Não restam esperanças dentro de mim,
Pouco a pouco o silêncio as sufocou.
Indiferente, aguardo por esse fim,
Reunindo os fragmentos do que sou.
É uma vida sem expectativas.
Chego, com fastio, à tal conclusão
Remoendo as felicidades que não mo foram concedidas.
Essa insípida existência dos incertos
Não valem uma só rosa de uma roseira;
E os estéreis sonhos do meu coração aberto
Não merecem a espera de uma vida inteira.
Tenho agora medo do que me tornei,
Ante às sucessivas desilusões
Que insistiram em desunir nossos corações
Subvertendo tudo aquilo que sonhei.
Não restam esperanças dentro de mim,
Pouco a pouco o silêncio as sufocou.
Indiferente, aguardo por esse fim,
Reunindo os fragmentos do que sou.
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