sábado, 27 de novembro de 2010

Soneto de Aflição

Que nunca te aflijam as palavras de amor,
São frutos de delírios perdidos no tempo
Onde sempre, e só por um breve momento
Esqueço de mim, me perco nesse clamor.

São apenas palavras, que buscam-te aqui em vão,
Enquanto sozinho eu escrevo meus pensamentos
Incapazes de aliviar meus sofrimentos
Imersos nas brumas da minha solidão.

Assim o amor caminha ao lado da tristeza,
E dessa bela união nasce a poesia
Que busca do amor só um olhar e um abrigo.

E essas palavras que me fazem companhia
Me ditam os seus passos enquanto prossigo
Por essas ruas em que só há sua beleza.

Um comentário:

  1. '' Enquanto sozinho eu escrevo meus pensamentos
    Incapazes de aliviar meus sofrimentos
    Imersos nas brumas da minha solidão.''

    Precisa de mais?
    Muito, muito perfeito.

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