sábado, 16 de julho de 2011

Sem título II

Tenho-te aqui comigo, guardada no fundo do meu coração,
Como uma doce parte de mim, que aquece meu peito e umedece meus olhos,
Que são teus, e eu esqueço tudo mais.

Me encontro sempre a pensar em ti, indagando a solidão que eu não sinto,
Por mais um sinal que me conduza a crer que não é sonho a união dos nossos destinos,
Mas real como o Sol da manhã.

Lembro-me de cada voto que fiz em silêncio,
Observando nas estrelas acima de ti,
E esperando em vão que essas palavras te encontrassem
Dizendo o que tu só lerias nos meus olhos.

Mas se, não obstante tal sentimento, dele desistires,
Peço-te apenas que, esquecendo-me, não esqueça meus versos;
Esses, como eu, vivem por ti.

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