Não me é estranho aos sentidos beber alegria da fonte dos teus leves gestos;
Muito me compraz embeber-me da doçura do arfar do seu peito,
Do pulsar das tuas veias, que em rajadas permitem a ti ser o que és;
Tornando sublime tua singular existência, digna do mais puro amor,
Que também meus sentidos e meu coração buscam lhe aquiescer.
Não me faltam os atemporais instantes de júbilo
Cedidos gentilmente por cada trêmulo suspiro teu,
Consagrados assim na minha memória, junto com cada batimento do seu coração.
Só peço, em silêncio, que nunca se esgotem minhas palavras,
Que como brisas te podem embalar, e entorpecer teus sentidos,
Invadindo teus ouvidos e se aninhando com carinho em teu peito,
Fazendo transbordar dentro de ti o calor e a felicidade que o meu amor quer te entregar.
Nesse incessante ciclo se escorrem meus dias,
A deitar no papel tais esboços da tua beleza, a esperar-te com paciência e tristeza,
A procurar teus olhos com os meus com destreza
Na fiel esperança de quem por ti sempre viverá.
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